Instituto Pensar - Lídice acionará MP para apurar mentiras e insultos contra jornalista

Lídice acionará MP para apurar mentiras e insultos contra jornalista

Em pronunciamento, relatora da CPMI das Fake News, deputada L√≠dice da Mata (PSB-BA). Foto: Jane de Ara√ļjo/Ag√™ncia Senado

A deputada federal L√≠dice da Mata (PSB-BA), relatora da CPMI das Fake News, afirmou nesta quarta-feira (12) que acionar√° o Minist√©rio P√ļblico para apurar falso testemunho de Hans River, ex-funcion√°rio da empresa de marketing digital Yacows, que mentiu em depoimento ao colegiado e insultou a rep√≥rter Patr√≠cia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. 

Em depoimento √† CPMI das Fake News na ter√ßa-feira (11), Hans River atacou a jornalista Patr√≠cia Mello, do jornal Folha de S. Paulo, que publicou em dezembro do ano passado reportagem mostrando que uma rede de empresas, entre elas a Yacows, recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benef√≠cio de diversos pol√≠ticos. 

Hans chegou a dizer que a jornalista se insinuou sexualmente quando apurava a contratação de empresas para disparos de mensagens em massa durante a campanha eleitoral de 2018. A Folha publicou trechos de conversas que desmentem Hans, inclusive com a documentação enviada por ele à repórter.

O presidente da C√Ęmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tamb√©m cobrou puni√ß√£o a Hans River do Nascimento. "Dar falso testemunho numa comiss√£o do Congresso √© crime. Atacar a imprensa com acusa√ß√Ķes falsas de car√°ter sexual √© baixaria com caracter√≠sticas de difama√ß√£o. Falso testemunho, difama√ß√£o e sexismo t√™m de ser punidos no rigor da lei¬Ē, disse o presidente.

As ofensas contra a repórter foram difundidas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro. Por meio de nota, a relatora da CPMI afirmou que Hans precisará provar tudo o que disse em depoimento. Ainda segundo Lídice, o depoente assumiu um crime ao confessar o uso de cadastros não autorizados para os disparos de mensagens em massa durante o pleito.

De acordo com o Código Penal, mentir em processo judicial ou inquérito é considerado crime, com pena prevista de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. O regimento do Senado diz que a inquirição de testemunhas em CPIs segue o estabelecido na legislação.

Fonte: Ag√™ncia C√Ęmara



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