Instituto Pensar - Seminário internacional de Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento

Seminário internacional de Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento

Seminário internacional de Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento reuniu especialistas e comitivas de diversos estados do país.

Realizado nos dias 21 e 22 de mar√ßo de 2019, o Semin√°rio Internacional Economia Criativa como Estrat√©gia de Desenvolvimento, no Hotel Nacional, em Bras√≠lia-DF. O encontro visa ampliar a discuss√£o sobre o tema, vinculando-o a solu√ß√Ķes para os problemas mais candentes de seguran√ßa p√ļblica, educa√ß√£o e projeto de desenvolvimento. O evento √© coordenado pelo presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli.

"Para tratar do tema, temos 12 palestrantes convidados ¬Ė dez brasileiros, um de Portugal e uma da Col√īmbia ¬Ė de √°reas como economia, arquitetura, tecnologia e outras que incidem no tema central da Economia Criativa. Esse semin√°rio, na verdade, √© o cumprimento de uma etapa do processo de consolida√ß√£o da Economia Criativa como estrat√©gia de desenvolvimento, que o PSB adotou no seu √ļltimo congresso, em mar√ßo de 2018¬Ē, explica Leonelli.

Domingos Leonelli acredita na grande potencialidade do Brasil para a Economia Criativa e citou o caso da Bahia. "Um estado que tem a criatividade no seu DNA talvez pela diversidade de sua forma√ß√£o. Talvez pela for√ßa da cultura afro-baiana contrabalan√ßando a influ√™ncia da cultura judaico-crista. Temos o caldeir√£o criativo na m√ļsica, na dan√ßa, no teatro e nas artes pl√°sticas e acrescentou-se a pesquisa em ci√™ncia e tecnologia, onde se destaca por exemplo o Cimatec¬Ē, afirmou.




A primeira palestrante do evento, Viviane Mos√©, doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que "estamos num processo de transi√ß√£o, saindo de um modelo piramidal para uma sociedade horizontal com diversos polos e neste contexto a internet permite um mundo mais amplo. Na nova sociedade n√£o h√° topo¬Ē. Segundo ela, "a Economia Criativa √© um modelo onde o que move a economia √© a criatividade e a inova√ß√£o. Este conceito est√° presente nas solu√ß√Ķes di√°rias para a nossa vida e tamb√©m na forma√ß√£o dos novos grandes conglomerados econ√īmicos, como o Facebook¬Ē.   

J√° o compositor e m√ļsico Manno G√≥es frisou que a cultura integra a Economia Criativa, mas o conceito √© mais amplo. "A Economia Criativa tamb√©m significa inclus√£o econ√īmica e social. Precisamos de um novo modelo. Portanto, este evento √© muito importante e est√° antenado com a p√≥s-modernidade¬Ē, frisou.

"Devemos aproveitar a voca√ß√£o de cada munic√≠pio e implantar projetos de Economia Criativa. No Brasil a ind√ļstria tem ca√≠do vertiginosamente e faz-se necess√°rio surgir uma nova economia. Devemos implantar projetos-pilotos em 5 munic√≠pios e disseminar a Economia Criativa no Brasil¬Ē, afirmou Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB.

"Nesse contexto onde aplicativos tomam o lugar que antes era de empresas f√≠sicas e seres humanos s√£o substitu√≠dos por sistemas operacionais, precisamos repensar nosso modo de produ√ß√£o e definir quais os melhores caminhos para o Brasil. A economia criativa √© uma consequ√™ncia e uma alternativa a essas mudan√ßas¬Ē, observa o presidente da Funda√ß√£o Jo√£o Mangabeira, Ricardo Coutinho.

O seminário é uma realização do PSB e da Fundação João Mangabeira, sob a curadoria do Instituto Pensar.



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