Instituto Pensar - A ECONOMIA CRIATIVA E AS OPORTUNIDADES DE MERCADO

A ECONOMIA CRIATIVA E AS OPORTUNIDADES DE MERCADO

por Ronaldo Cavalheri 14/02/2019

O Brasil √© o quarto consumidor de jogos digitais do mundo, sendo um importante empregador de m√£o de obra especializada e se fixando como um mercado bilion√°rio, com expetativa de crescimento de 13,5% ao ano, segundo pesquisa encomenda pelo BNDES. Com mais de 60 milh√Ķes de usu√°rios, esse mercado vem ampliando o seu perfil de consumo, que at√© ent√£o era em sua grande maioria de p√ļblico jovem masculino e hoje j√° conquista mulheres, crian√ßas e idosos. Muito disso se explica pela facilidade de acesso aos smartphones e as redes sociais, al√©m √© claro da utiliza√ß√£o de games em muitas outras √°reas como na educa√ß√£o, nos neg√≥cios e na medicina, n√£o sendo mais uma exclusividade voltada apenas ao entretenimento.

Outro mercado em ascens√£o √© do audiovisual. Em 2011, foi regulamentada pelo Congresso Nacional a Lei 12.485, que determina a veicula√ß√£o de conte√ļdos nacionais e in√©ditos na programa√ß√£o das televis√Ķes por assinatura. Com isso, al√©m de valorizar a cultura local a produ√ß√£o audiovisual no Brasil, o segmento ganhou ainda mais espa√ßo e j√° se posiciona a n√≠vel global como a 12¬™ maior economia nesse mercado que corresponde por 0,57% do PIB brasileiro. Em pesquisa realizada pela Ancine, foi apontado um crescimento de 65,8% entre os anos de 2007 e 2013, um salto de R$ 8,7 bilh√Ķes para R$ 22,2 bilh√Ķes, uma evolu√ß√£o bem superior aos outros setores da economia.

E liderando o ranking de crescimento no Brasil, temos a ind√ļstria da moda. Nos √ļltimos 10 anos, o varejo de moda fez com que o pa√≠s saltasse da s√©tima posi√ß√£o para a quinta no ranking dos maiores consumidores mundiais de roupas. Uma pesquisa realizada pela A.T. Kearney, renomada empresa de consultoria empresarial norte-americana, aponta uma arrecada√ß√£o de US$ 42 bilh√Ķes em vendas, sendo que 35% √© atrav√©s de capturas online, sendo facilmente explicado pelo poder de influ√™ncia das redes sociais e blogs de formadores de opini√£o dessa √°rea.

O mercado dos Jogos Digitais, do Audiovisual e da Moda são apenas três exemplos dos 13 segmentos que englobam o que chamamos de Economia Criativa. Um setor da economia que vem ganhando destaque e driblando o cenário atual de crise pelo qual o Brasil vem passando. São empresas que se destacam pelo talento e pela capacidade intelectual de seus empreendedores e funcionários, e que não dependem do tamanho da sua estrutura ou de quanto tem de capital.

O Brasil, de certa forma, vem dando seus primeiros passos para se fixar nessa economia. Pa√≠ses como EUA, China e Inglaterra j√° se consolidaram e juntos j√° correspondem a 40% da economia criativa global. Muitas cidades no Brasil j√° possuem iniciativas de estimulo √† Economia Criativa, como por exemplo, Recife, Porto Alegre e S√£o Paulo. A cidade de Curitiba, tamb√©m, se destaca como uma das mais atuantes, e por meio da Ag√™ncia Curitiba de Desenvolvimento, circula por todo o ecossistema que engloba a economia criativa, conectando coworkings, startups, iniciativas p√ļblicas e privadas e estimulando o empreendedorismo de alto impacto.

A Economia Criativa, que hoje já apresenta uma média de remuneração superior a outros setores, será um dos grandes empregadores em um futuro breve. E as cidades que enxergarem essa oportunidade, sairão na frente. O olhar sobre a formação de seus jovens, que é a geração que mais impulsiona esse mercado, é um fator decisivo para o melhor aproveitamento de uma fatia do mercado na qual o maior recurso é o potencial criativo.
 
Ronaldo Cavalheri - Coaching de Neg√≥cios Criativos, mentor do Projeto Jovem Empres√°rio e Diretor Geral do Centro Europeu ¬Ė escola pioneira em Economia Criativa no Brasil.



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