Instituto Pensar - Agitação e propaganda para a Revolução Brasileira ? parte I

Agitação e propaganda para a Revolução Brasileira ? parte I

A Revolu√ß√£o Brasileira √© a coluna quinzenal e exclusiva para o site Socialismo Criativo assinada por Jones Manoel. Historiador, professor, educador popular, youtuber podcaster, o colunista aborda os caminhos revolucion√°rios a partir do ponto de vista da juventude marxista brasileira.

Boa leitura!

Agitação e propaganda para a Revolução Brasileira

Esse √© o primeiro artigo de uma s√©rie de tr√™s debatendo agita√ß√£o e propaganda. Em colunas anteriores come√ßamos a reflex√£o falando da import√Ęncia da vanguarda revolucion√°ria como sujeito de ruptura da normalidade burguesa e abertura de novos horizontes pol√≠ticos; a partir disso debatemos aspectos organizativos da estrutura√ß√£o desse sujeito revolucion√°rio, refletimos sobre a forma√ß√£o pol√≠tica e agora entramos na parte de comunica√ß√£o centrada na agita√ß√£o e propaganda. 

Antes de come√ßar propriamente a reflex√£o, dois avisos. Como j√° falamos em coluna anterior, a comunica√ß√£o de uma organiza√ß√£o, basicamente, pode ser compreendida no seu aspecto interno e externo. Nessas tr√™s reflex√Ķes vamos debater apenas o problema da comunica√ß√£o externa ? e n√£o que externo e interno tenham uma separa√ß√£o r√≠gida e mec√Ęnica, a divis√£o √© mais um recurso did√°tico de exposi√ß√£o que uma representa√ß√£o fiel da realidade. O segundo aviso √© que esse escrito √© baseado numa reflex√£o de Gabriel Landi publicado no Lavrapalavra 1. Aproveitamos o escrito de Landi, mudamos poucas coisas do conte√ļdo e da linguagem. 

Mas indo diretamente ao tema. Boa parte da milit√Ęncia revolucion√°ria conhece o termo agitprop, popularizado pelos partidos comunistas da III Internacional (ou Internacional Comunista). A agita√ß√£o e a propaganda, reunidas por meio desse acr√īnimo, sempre tiveram um lugar de destaque em meio √†s tarefas da milit√Ęncia comunista. Como leninistas, acreditamos que a atividade fundamental de toda milit√Ęncia comunista "deve consistir em um trabalho de agita√ß√£o pol√≠tica unificada; que ilumine todos os aspectos da vida e dirija-se √†s massas em geral?. Mas, afinal, o que √© agita√ß√£o, e o que √© propaganda, e qual a diferen√ßa entre ambas as coisas?

Uma das melhores s√≠nteses sobre a quest√£o est√° na obra "Que Fazer?? 2, de L√™nin. A cita√ß√£o pode ser um pouco longa, mas vale a pena transcrev√™-la para, depois, retornarmos √†s v√°rias quest√Ķes que essa s√≠ntese permite levantar em nossa √©poca. Referindo-se √† formula√ß√£o de Plekhanov sobre o tema, e criticando as ideias de Martynov a respeito, L√™nin repete:

"[?] as palavras de Plekhanov: ?O propagandista inculca muitas ideias em uma √ļnica pessoa, ou em um pequeno n√ļmero de pessoas; o agitador inculca apenas uma √ļnica ideia, ou um pequeno n√ļmero de ideias, em troca, inculca-as em toda uma massa de pessoas?. [?] [Pensamos] (com Plekhanov e todos os dirigentes do movimento oper√°rio internacional) que um propagandista, ao tratar, por exemplo, do problema do desemprego, deve explicar a natureza capitalista das crises, mostrar o que as torna inevit√°veis na sociedade moderna, mostrar a necessidade da transforma√ß√£o dessa sociedade em sociedade socialista etc. Em uma palavra, deve fornecer ?muitas ideias?, um n√ļmero t√£o grande de ideias que, de imediato, todas essas ideias tomadas em conjunto apenas poder√£o ser assimiladas por um n√ļmero (relativamente) restrito de pessoas. Tratando da mesma quest√£o, o agitador tomar√° o fato mais conhecido de seus ouvintes, e o mais palpitante, por exemplo uma fam√≠lia de desempregados morta de fome, a indig√™ncia crescente etc., e apoiando-se sobre esse fato conhecido de todos, far√° todo o esfor√ßo para dar √† massa ?uma √ļnica ideia?: a [ideia] da contradi√ß√£o absurda entre o aumento da riqueza e o aumento da mis√©ria; esfor√ßar-se-√° para suscitar o descontentamento, a indigna√ß√£o da massa contra essa injusti√ßa gritante, deixando ao propagandista o cuidado de dar uma explica√ß√£o completa dessa contradi√ß√£o. Por isso, o propagandista age principalmente por escrito, e o agitador de viva voz. N√£o se exige de um propagandista as mesmas qualidades de um agitador. Diremos que Kautsky e Lafargue, por exemplo, s√£o propagandistas, enquanto Bebel e Guesde s√£o agitadores. Distinguir um terceiro dom√≠nio, ou uma terceira fun√ß√£o da atividade pr√°tica, fun√ß√£o que consistiria em ?atrair as massas para certos atos concretos?, √© o maior dos absurdos, pois o ?apelo? sob forma de ato isolado, ou √© o complemento natural e inevit√°vel do tratado te√≥rico, do folheto de propaganda, do discurso de agita√ß√£o, ou √© uma fun√ß√£o pura e simples de execu√ß√£o. De fato, tomemos, por exemplo, a luta atual dos sociais-democratas alem√£es contra os direitos alfandeg√°rios sobre os cereais. Os te√≥ricos redigem estudos especiais sobre a pol√≠tica alfandeg√°ria, onde ?apelam?, digamos assim, para se lutar por tratados comerciais e pela liberdade do com√©rcio; o propagandista faz o mesmo em uma revista, e o agitador nos discursos p√ļblicos. Os ?atos concretos? da massa s√£o, nesse caso, a assinatura de uma peti√ß√£o endere√ßada ao ?Reichstag? contra a majora√ß√£o dos direitos alfandeg√°rios sobre os cereais. O apelo a essa a√ß√£o emana indiretamente dos te√≥ricos, dos propagandistas e dos agitadores, e diretamente dos oper√°rios que passam as listas de peti√ß√£o nas f√°bricas e domic√≠lios particulares.?

Existem, ent√£o, dois crit√©rios que L√™nin destaca como diferen√ßas entre a agita√ß√£o e a propaganda: um crit√©rio principal, referente √† "densidade do conte√ļdo? e √† amplitude do p√ļblico; e um crit√©rio acess√≥rio, relacionado √† forma da comunica√ß√£o (escrita ou oral). Esmiu√ßando o crit√©rio principal, √© oportuno desfazer algumas confus√Ķes. A come√ßar pelo termo "propaganda?, cujo significado na tradi√ß√£o da marxista alem√£ (de onde L√™nin e os bolcheviques aprenderam o termo) √© bastante distinto do uso corriqueiro do termo, que n√£o se pode confundir com a no√ß√£o comercial e burguesa de propaganda. Na verdade, nada poderia ser mais diferente.

O conceito comercial de propaganda est√° muito mais pr√≥ximo daquilo que chamar√≠amos agita√ß√£o: a publicidade comercial busca inculcar em um amplo p√ļblico uma √ļnica ideia bastante simples, qual seja, a ideia da utilidade e da necessidade de se consumir tal ou qual mercadoria e marca. Enquanto a "propaganda? comercial busca t√£o somente promover uma empresa (construindo a credibilidade de sua marca e a cren√ßa na qualidade de suas mercadorias); a propaganda comunista busca n√£o apenas nossa autopromo√ß√£o e a divulga√ß√£o de nossos s√≠mbolos (identidade visual), mas a explica√ß√£o aprofundada dos fen√īmenos contradit√≥rios das rela√ß√Ķes sociais existentes.

A respeito de nossa propaganda, seria preciso acrescentar: é bastante arraigado na tradição socialista brasileira o hábito de chamar de "formação? aquilo que é, no mais das vezes, propaganda. Esse péssimo hábito chega ao extremo de produzir consequências organizativas, quando separamos estes trabalhos como coisas distintas (e, com isso, no mais das vezes, tornamos nossa agitprop em pura agitação, quando não em propaganda de má qualidade).

Ocorre que, na verdade, cursos abertos, rodas de discuss√£o, grupos de estudo p√ļblicos, palestras, etc., n√£o s√£o nada mais que formas n√£o-escritas de propaganda tomadas isoladamente! Quando consideramos essa atividade como "forma√ß√£o?, em um dom√≠nio distinto em rela√ß√£o √† propaganda te√≥rica, nosso trabalho nesse terreno resulta desconexo ou at√© mesmo "professoral? ? o tema da forma√ß√£o pol√≠tica, a t√≠tulo de lembran√ßa, foi objeto de debate da nossa coluna anterior. 

Outro engano corrente é aquele mesmo que Lênin critica na definição dada por Martynov para a agitação. Muitos camaradas consideram que a agitação significaria o plano da comunicação voltado ao "chamado à ação?. Mas, como Lênin aponta, "o ?apelo? sob forma de ato isolado, ou é o complemento natural e inevitável do tratado teórico, do folheto de propaganda, do discurso de agitação, ou é uma função pura e simples de execução?. Tanto a agitação quanto a propaganda devem infundir o espírito de combate e de ação em nossos espectadores.

Tomar esse crit√©rio para definir nossa agita√ß√£o significaria, por um lado, negligenciar o aspecto do "chamado √† a√ß√£o? em nossa propaganda; tanto quanto o aspecto de "luta ideol√≥gica? de nossa agita√ß√£o. √Č digno de nota, a esse respeito, o exemplo de agita√ß√£o oferecido por L√™nin, que trata n√£o de alguma injusti√ßa ou arbitrariedade pontual, mas justamente de um dos tra√ßos da contradi√ß√£o fundamental da sociabilidade capitalista: a contradi√ß√£o entre a crescente socializa√ß√£o da produ√ß√£o e a crescente concentra√ß√£o da propriedade, que se expressa, entre outras coisas, no simult√Ęneo crescimento da riqueza da burguesia e da mis√©ria das massas trabalhadoras. O agitador, tanto quanto o propagandista, faz "luta de classes na filosofia? e, ainda mais importante, faz luta ideol√≥gica de massas, e n√£o apenas nos meios mais intelectualizados.

Feitos esses apontamentos em torno do critério principal, resta analisar o critério acessório ("o propagandista age principalmente por escrito, e o agitador de viva voz"). Lênin pronuncia com nitidez o caráter secundário deste critério (por isso fala "principalmente?, e não de modo absoluto). Mesmo à sua época, já circulavam impressos de caráter eminentemente agitativo (caráter que também se pode atribuir às charges impressas, por exemplo, desde os cartazes e panfletos da época da Revolução Francesa). Do mesmo modo, os propagandistas já atuavam também por meios orais, especialmente por meio de palestras itinerantes (os "propagandistas volantes?, que Lênin menciona em "Carta a um camarada?).

No entanto, entre a √©poca de L√™nin e a nossa h√° um s√©culo de grandes transforma√ß√Ķes nos meios t√©cnicos de produ√ß√£o e difus√£o da comunica√ß√£o. Tais mudan√ßas contribu√≠ram para tornar esse crit√©rio acess√≥rio de diferencia√ß√£o cada vez menos apropriado. Isso ocorre, primeiramente, porque surgiram novos meios de armazenamento de informa√ß√Ķes e comunica√ß√£o. Uma palestra de um propagandista, tanto quanto o discurso de um agitador, podem ser gravados e reproduzidos infinitas vezes, necessitando ser proferidos uma √ļnica vez. 

Tornou-se poss√≠vel editar essas mesmas comunica√ß√Ķes orais de modo a complement√°-las com imagens, que demonstrem graficamente aquilo que o discurso enuncia. A "agita√ß√£o oral? hoje tamb√©m pode ser feita por meio de √°udios em grupos de mensagens, etc. Ao mesmo tempo, se as imagens desempenhavam um papel secund√°rio nas publica√ß√Ķes impressas, adquirem, em especial nas m√≠dias digitais, o papel de principal ve√≠culo de conte√ļdos textuais.

Em segundo lugar, em especial após o advento da Internet, modificaram-se significativamente os aspectos de nosso trabalho de "distribuição de literatura?. Há um século, seria praticamente impossível obter contato com a literatura comunista senão através do trabalho partidário de distribuição de literatura. Se o próprio mercado editorial já passou a suprir parte desta demanda, a Internet modificou definitivamente a dificuldade material de acesso à literatura revolucionária ? vejamos, por exemplo, o brilhante trabalho de portais como o http://www.marxists.org.

Mas qual o interesse em insistir nessa quest√£o? Ora, na Era da Prensa, a √©poca em que os meios t√©cnicos permitiam sustentar aquele crit√©rio acess√≥rio de diferencia√ß√£o com alguma seguran√ßa, esta distin√ß√£o era um ponto de apoio para a divis√£o especializada do trabalho nas organiza√ß√Ķes revolucion√°rias. Enquanto os agitadores se qualificavam como oradores, os propagandistas se preparavam para desempenhar o papel de publicistas e redatores. Em ambos os casos, esses e essas camaradas eram coletivamente destacadas e coordenadas nestas tarefas.

E hoje? Cada vez mais as fronteiras entre a agita√ß√£o e a propaganda se confundem. Assim como, virtualmente, todo cidad√£o se tornou um "jornalista? por meio de seu perfil online, tamb√©m todo militante se tornou um publicista digital. Com o acesso facilitado aos meios de publica√ß√£o, em seus perfis pessoais, muitos camaradas buscam atuar duplamente como agitadores e propagandistas, sem preparo especializado ? e mesmo a cria√ß√£o de diversas "p√°ginas? virtuais √© produto de a√ß√Ķes isoladas, sem conex√£o org√Ęnica.

Ainda mais: como as mídias digitais são uma via interativa de mão dupla, é muito comum que a agitação e a propaganda ocorram desordenadamente, passando de uma à outra sem muito cuidado e reflexão. Um exemplo: se algum camarada publica uma peça de agitação e é questionado nos comentários da postagem sobre alguma questão mais complexa, rapidamente buscará respondê-la, mesmo sem grande domínio do tema. Com isso, se substitui precariamente a prévia preparação do propagandista pela pesquisa imediata, em busca de fontes que respaldem uma resposta previamente concebida.

Dialogamos com dezenas de interlocutores em um mesmo debate, negligenciando seus n√≠veis desiguais de consci√™ncia e suas diferentes posi√ß√Ķes materiais e pol√≠ticas. Respondemos raivosamente tanto ao pequeno burgu√™s reacion√°rio que sequer mereceria aten√ß√£o quanto ao trabalhador entorpecido pelo bombardeio midi√°tico de mentiras. Esquece-se que, naturalmente, quanto mais profunda a explica√ß√£o e mais complexo o tema, menos prov√°vel que seja absorvida por "muitas pessoas?, ainda mais em um ambiente desvinculado de qualquer experi√™ncia efetiva de organiza√ß√£o e luta de massas. Contudo, n√£o importa o qu√£o amplamente as novas m√≠dias permitam que nossa comunica√ß√£o se espalhe: a distin√ß√£o entre n√≠veis de compreens√£o nas v√°rias camadas da classe trabalhadora segue existindo, e n√£o se elimina sen√£o pela combina√ß√£o consistente entre participa√ß√£o efetiva nas lutas de classes e a influ√™ncia, paciente e prolongada, de toda a propaganda socialista! Ignorando essa verdade, muitos camaradas se afobam e buscam coagir os interlocutores a aceitar as verdades do marxismo, a golpes de ironia, ofensas e desd√©m.

Talvez seja ainda mais importante do que nunca insistir, portanto, na quest√£o da paci√™ncia na propaganda, j√° manifestada por L√™nin: "Para n√£o deixar nenhuma sombra de d√ļvida neste tocante, eu enfatizei por duas vezes nas Teses [de Abril] a necessidade de um trabalho explicativo paciente e persistente, adaptado √†s necessidades pr√°ticas das massas?. Quando os bolcheviques eram acusados caluniosamente de serem "agentes dos interesses alem√£es?, L√™nin insistia que, "desmentindo a farsa e a difama√ß√£o, devemos, com mais calma que nunca? pensar a fundo nas quest√Ķes, sem nos bastar nas respostas prontas impacientes.

Essa afobação desordenada não apenas enfraquece a agitação (passando ela para um plano secundário), como produz efeitos danosos no plano da propaganda, agravando a dispersão de nosso "trabalho explicativo?. E, na verdade, a centralização da propaganda é um dos desafios fundamentais da organização revolucionária, e a condição da própria unidade na agitação.

Quando vemos o tipo de preocupa√ß√£o que, j√° √† √©poca de L√™nin, a organiza√ß√£o dos propagandistas provocava, n√£o √© dif√≠cil compreender como a din√Ęmica digital ajuda a encubar os piores h√°bitos liberais de nossos intelectuais e publicistas de esquerda (em "Carta a um camarada?):

"A propaganda dever√° ser feita de forma un√≠ssona por todo o comit√™, a quem corresponde centraliz√°-la rigorosamente. (?). Quanto aos propagandistas, ainda gostaria de dizer algumas palavras contra a tend√™ncia usual de abarrotar essa profiss√£o com pessoas pouco capazes, rebaixando com isso o n√≠vel da propaganda. √Äs vezes, entre n√≥s, qualquer estudante indiscriminadamente √© considerado propagandista, e todos os jovens exigem que se lhes ?d√™ um c√≠rculo?, etc. Temos que lutar contra essa pr√°tica, pois s√£o muitos os males que da√≠ adv√©m. As pessoas realmente firmes quanto aos princ√≠pios, e capazes de ser propagandistas s√£o muito poucas (e para chegar a s√™-lo √© preciso estudar muito e acumular experi√™ncia), e a estas pessoas √© necess√°rio especializ√°-las, ocupar-se delas e cuid√°-las com zelo. √Č preciso organizar v√°rias aulas por semana para esse tipo de pessoas, saber envi√°-las oportunamente a outra cidade e, no geral, organizar visitas dos mais h√°beis propagandistas pelas diversas cidades.?

Se √© verdade que as m√≠dias digitais permitem ampliar a abrang√™ncia do nosso trabalho de massas, incumbindo contingentes cada vez maiores de quadros na produ√ß√£o e distribui√ß√£o de nossa agita√ß√£o e propaganda, ent√£o, organizar de modo consequente e planejado a atua√ß√£o dispersa de centenas de militantes √© uma das quest√Ķes candentes de nosso movimento, no s√©culo XXI.

Ainda estamos reagindo à chamada "crise do jornalismo?. Não apenas ainda organizamos de forma insuficiente nossa atuação virtual como permitimos, muitas vezes, que essa desorganização nos atinja no plano do trabalho físico (refletindo na distribuição dos jornais impressos, na correspondência e na literatura partidária, nos contatos entre os organismos e militantes, etc.).

Retomar a discuss√£o aberta sobre nossa agita√ß√£o e nossa propaganda √© um ponto de partida inevit√°vel. S√≥ assim poderemos aproveitar as oportunidades que esses novos ve√≠culos abrem, assegurando nossa unidade de a√ß√£o e, ao mesmo tempo, ampliando tamb√©m a consist√™ncia de nossas redes org√Ęnicas, f√≠sicas, de distribui√ß√£o de panfletos, jornais, comunicados, etc. 

1  O escrito de Gabriel Landi se chama "O que √© agita√ß√£o e o que √© propaganda?? e est√° dispon√≠vel no site do PCB: https://pcb.org.br/portal2/22021/o-que-e-agitacao-e-o-que-e-propaganda/ 

2  Existem muitas edi√ß√Ķes de O que fazer? de L√™nin. Usamos a da Boitempo para fazer essa cita√ß√£o (2020, p. 83-84).

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