Instituto Pensar - Resumos das Palestras

Resumos das Palestras

Ana Carla Fonseca (Palestra de abertura)
PHD em Economia Criativa, Ana Carla Fonseca, disse que o Pelourinho pode se tornar um Destino criativo se houver uma participa√ß√£o de todos os atores que o comp√Ķem como comerciantes, artistas, governo, prefeitura e terceiro setor.

Branca Neves
¬ďLisboa, cidade empreendedora e criativa¬Ē 
Lisboa quis mobilizar o dinamismo dos seus agentes culturais em torno de uma visão e objetivos comuns e por isso a Prefeitura de Lisboa, há 6 anos atrás iniciou a mobilização de vontades e de parceiros com o objetivo de transformar Lisboa no elemento chave da criatividade em Portugal.
Atrav√©s de diversos projetos e eventos mobilizadores no dom√≠nio do empreendedorismo e da criatividade e na cria√ß√£o de estruturas f√≠sicas para atrair e instalar empreendedores, investimento e muita criatividade , Lisboa tem vindo a tornar-se numa cidade cada vez mais vibrante, apelativa e atraente para muitos talentos que, atra√≠dos pelo baixo custo de vida, estilo de vida saud√°vel, surf e mar a dois passos do centro da cidade, e aproveitando as condi√ß√Ķes que a prefeitura promove na  cria√ß√£o e instala√ß√£o das suas empresas ou start-ups, v√™m criando um ambiente de inova√ß√£o e criatividade que a posiciona como uma das cidades mais empreendedoras da Europa.

Ana Isabel Maya
"Medellín, ciudad de posibilidades"
A cidade de Medellín é reconhecida mundialmente por sua transformação acelerada. Em menos de duas décadas passou de cidade mais violenta do mundo a referência de transformação urbana e catalogada como hub de inovação. Atualmente se posiciona como destino de interesse para muitas pessoas no cenário mundial e como um território que se pensa a partir da inclusão e da melhoria de qualidade de vida de seus habitantes.
Transformar a imagem e as din√Ęmicas da cidade s√£o o resultado de um exerc√≠cio envolvendo v√°rios atores. Por ocasi√£o do Workshop Internacional de Design e Distritos Criativos, Ruta N Medell√≠n, um dos atores dinamizadores da transforma√ß√£o econ√īmica da cidade, com base em ci√™ncia, tecnologia e inova√ß√£o, revelar√° os v√°rios processos engendrados na cidade e compartilhar√° sua experi√™ncia na formula√ß√£o de projetos e a√ß√Ķes pautadas por talento, capital, neg√≥cios e infraestrutura.
 
Marcos André Carvalho
¬ďRio Criativo¬Ē
Na sua palestra Marcos André apresentou a experiência do trabalho da Rio Criativo que completa 10 anos em 2018 e que atende por ano cerca de 20.000 empreendedores culturais das 92 cidades do estado do Rio.
Marcos contou também como foi processo de elaboração do Dossiê de Candidatura da cidade de Paraty como Cidade Criativa da Unesco na categoria gastronomia. O resultado da seleção sairá em outubro.
Por √ļltimo Marcos apresentou o programa Cidades Criativas RJ que prev√™ a constru√ß√£o de aplicativos com mapas digitais de cidades do interior do estado do Rio e de incuba√ß√£o desses pontos mapeados e o programa de fomento a cadeia produtiva dos games do estado do Rio lan√ßado durante o evento Rock in Rio desse ano.
 
Alejandro Casta√Ī√™
¬ďCidade Aut√īnoma de Buenos Aires¬Ē
H√° mais de uma d√©cada a Cidade Aut√īnoma de Buenos Aires decidiu ousar na concep√ß√£o e na pr√°tica do desenvolvimento territorial e econ√īmico. Nessa proposta, deixou voar a imagina√ß√£o a setores que j√° ent√£o eram reconhecidos por se terem como principais insumos a criatividade e o capital intelectual.
Desde ent√£o, o resultado foi, em v√°rios aspectos, melhor do que o esperado. Ilustra√ß√£o disso √© a exist√™ncia de cinco Distritos Criativos, focados em ind√ļstrias criativas de especial interesse estrat√©gico para a cidade. S√£o espa√ßos territoriais especializados e condensados para atrair empresas, fornecedores, talentos e demais players das cadeias criativas, constituindo uma base fundamental do ecossistema empreendedor portenho, coerentes com pol√≠ticas p√ļblicas, incentivos e regulamenta√ß√Ķes.
Sua exist√™ncia como hubs de inova√ß√£o e criatividade, al√©m de um impacto territorial claro e desafiador, integra um conjunto de a√ß√Ķes voltadas a atingir metas econ√īmicas bastante ousadas: passar dos 9% de popula√ß√£o economicamente ativa e de 10% do PIB municipal atrelados √†s ind√ļstrias criativas, em 2014, a nada menos que 20%, em ambos os indicadores, at√© 2030.
O Workshop Internacional Design & Distritos Criativos foi uma excelente oportunidade para desvendar a l√≥gica e a pr√°tica desse universo de transforma√ß√Ķes que ainda est√£o em curso em Buenos Aires.

Palestra Jo√£o Carlos IPAC
A exposição de João Carlos Oliveira Cruz e Diretor Superintendente do IPAC sobre a consolidação do Pelourinho Centro Histórico como um Distrito Criativo de Salvador, foi clara e realista.
Inicialmente ele definiu o pr√≥prio papel do IPAC como respons√°vel pelo planejamento, parte indissoci√°vel de fun√ß√£o de gest√£o preserva√ß√£o do patrim√īnio do Centro Hist√≥rico.
Depois descreveu o quadro de estagna√ß√£o econ√īmica e do deslocamento de centralidade do Centro Hist√≥rico, como consequ√™ncias da implanta√ß√£o Centro Administrativo, da implanta√ß√£o dos shoppings e outros. Esse esvaziamento das antigas fun√ß√Ķes administrativas e comerciais provocou uma desarticula√ß√£o do centro em rela√ß√£o ao restante da cidade.
Jo√£o Carlos fez ainda refer√™ncia √† s√©rie de interven√ß√Ķes realizadas no Pelourinho entre os anos de 1971 a 2006, quase todas com a participa√ß√£o do IPAC, que resultou no ¬ďnovo Pelourinho exaustivamente anunciado como o lugar para experimentar a cultura baiana atrav√©s da animada atmosfera do lugar¬Ē no dizer da arquiteta Gl√≥ria Lanci.
Segundo Jo√£o Carlos a ocupa√ß√£o das edifica√ß√Ķes recuperadas focadas em usos institucionais foi um modelo equivocado. 
Agora, visando, atrair para o Pelourinho e Centro Histórico, novas atividades na área da economia criativa que interajam com os empreendimentos existentes, pretende-se criar uma sinergia criativa para a região.
Al√©m da implanta√ß√£o de um condom√≠nio de Economia Criativa, o IPAC dever√° valer-se da propriedade de seus im√≥veis e da possibilidade de loca-los, para atividades produtivas, para induzir uma nova din√Ęmica econ√īmica, atendendo os pressupostos da criatividade, inova√ß√£o e do design.  

Palestra de Alexandre Sim√Ķes
Alexandre Sim√Ķes √© Superintendente da Promo√ß√£o Cultural da Secret√°ria da Cultura e apresentou o Bahia Criativa, programa do Governo do Estado para desenvolver a Economia Criativa no Estado.
Segundo Alexandre, dados da Secult relatam a existência de cerca de 111 mil pessoas ocupadas nos vários setores criativos da Bahia. Desses, mais 71 mil na região metropolitana e de Salvador que, portanto, detém 46% do total de profissionais.
Visando capacitar produtores, gestores, artistas e demais profissionais criativos, bem como contribuir para a formaliza√ß√£o dos empreendimentos e incentivar e o associativismo, a SECULT criou o Bahia Criativa, como um escrit√≥rio p√ļblico de atendimento e suporte a profissionais. Um convenio firmado em 2012 com o Minist√©rio da Cultura, possibilitou a implanta√ß√£o f√≠sica e a presta√ß√£o de servi√ßos em modernas e bem equipadas instala√ß√Ķes no antigo Forte do Barbalho em Salvador.
O escritório do Bahia Criativa realizou entre os anos de 2014 a 2016, um total de 252 atividades atendendo 3.319 pessoas, nas áreas de consultoria, cursos, oficinas e palestras. A grande maioria das consultas realizadas dizem respeito a captação de recursos, elaboração e enquadramento de projetos, plano de negócios e marketing aplicado a cultura.
Praticamente todos os Territ√≥rios de Identidade foram atendidos, sendo que as regi√Ķes mais beneficiadas pelas a√ß√Ķes foram a Metropolitana de Salvador (2017) Chapada Diamantina (155) Litoral Sul (131) Portal do Sert√£o (117) e Sert√£o do S√£o Francisco (117).
Como era de se esperar, os segmentos mais atingidos pela a√ß√£o do Bahia Criativa foram M√ļsica, √Āudio Visual-cinema, Teatro, Literatura, Dan√ßa e Artesanato.
As próximas atividades do Bahia Criativa serão o lançamento do Estudo Qualitativo, disponibilização das aulas em vídeo e um ciclo de apresentação para jovens empreendedores.



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