Instituto Pensar - Estudo aponta que até domingo mortes podem dobrar no Brasil

Estudo aponta que até domingo mortes podem dobrar no Brasil

por: Mônica Oliveira 

O total de mortes pela covid19 no Brasil pode chegar a 9,7 mil até o próximo domingo. A projeção do Imperial College de Londres foi divulgada no mesmo dia em que Jair Bolsonaro anunciou uma lista de serviços essenciais que ficam autorizados a abrir as portas, aponta o Estadão.

Os recordes de morte registrados no Brasil, que na terça-feira superou a China, estão refletidos nos dados publicados pela instituição, cujas previsões indicam que o país tem a pior situação no mundo "em provável crescimento” dos casos de Covid-19.

De forma rápida e progressiva, o número de casos confirmados passou de 71.886 para 78.162, indicando 6.276 novas infecções e 449 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, o maior aumento desde o primeiro registro da doença no país.

Segundo o jornal, o boletim do Ministério da Saúde divulgado na quarta-feira (29) contabilizou 5.466, aproximando-se dos 5,6 mil óbitos previstos para até o fim desta semana, em uma perspectiva menos pessimista dos cientistas.

Brasil e mundo

Um dos grupos científicos mais respeitados pela análise criteriosa da pandemia, o Imperial College fez o levantamento com 48 nações, mas apenas Brasil e Estados Unidos devem elevar o número de óbitos para "muito alto” (acima de 5 mil).

O instituto também revela que países como França, Itália e Espanha estão entre a nações em que o coronavírus está "provavelmente declinando”, enquanto Alemanha, Reino Unido e os EUA apresentam estabilidade com crescimento lento na disseminação do vírus.

Também é do Brasil o maior número de reprodução da doença. Aqui, cada doente chega a transmitir a Covid-19 para cerca de três outras pessoas, o que coloca o Brasil no grupo dos 9 países com a pior previsão de avanço da epidemia.

Decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu este mês que Estados e municípios podem definir sozinhos as ações de quarentena. Os setores contemplados pelo decreto e não autorizados nos Estados devem, segundo especialistas, entrar na Justiça, mas o entendimento do STF sobre valer a regra local deve prevalecer.

Bolsonaro contra o isolamento

A escalada no número de mortes ocorre no momento em Bolsonaro estimula a população a deixar o isolamento para voltar ao trabalho. Crítico contumaz das medidas, Bolsonaro defende a reabertura da economia em detrimento da quarentena, que para ele deve ser afrouxada.

Prova disso foi a ampliação da lista de atividades consideradas essenciais autorizada por ele, incluindo até startups e serviços de locação de veículos.

Com informações do Estado de S.Paulo.
Portal socialismo



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